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A história acreana foi construída através de muita luta. As grandes levas de nordestinos que aqui chegavam traziam consigo a esperança de uma vida melhor. Porém, esse sonho nunca tornaria-se realidade. Com a coragem desses nordestinos, aliado aos interesses dos coronéis de barranco foi deflagrada a Revolução Acreana. Muito sangue foi derramado. Entretanto, o sangue, o suor e as balas não foram suficientes para tornar o Acre território brasileiro. Era preciso, por meio diplomático, oficializar essas terras como brasileiras. Então, no dia 17 de novembro de 1903, foi assinado na cidade de Petrópolis - RJ, um tratado entre Brasil e Bolívia: o Tratado de Petrópolis.
Esse tratado visava restabelecer a paz entre os dois países, além de delimitar as fronteiras da Bolívia com o Brasil. O Tratado de Petrópolis, também, estabelecia que o Brasil pagasse à Bolívia uma quantia de dois milhões de libras esterlinas, dinheiro que circulava na época. Outro ponto, era a criação de um tratado de comércio e navegação. Na opinião do professor de História, Daniel Klein, da Universidade Federal do Acre, o Tratado de Petrópolis coloca o Acre no cenário político nacional. A partir dele o Acre deixa de ser uma terra isolada e começa a ser visto com outros olhos. “O Tratado de Petrópolis é o primeiro passo para que o Acre tornasse território do Brasil. Ele oficializa o Acre como parte integrante do Brasil. Com o tratado o Acre vai recebe atenção da política nacional”, argumenta o professor. Os diplomatas José Maria da Silva Paranhos (Barão do Rio Branco), ministro das Relações Exteriores e Francisco de Assis Brasil, enviado extraordinário, foram os responsáveis, do lado brasileiro, pelo Tratado. Já os representantes da República da Bolívia foram Fernando Guachala, senador da República da Bolívia, e Cláudio Pinilla, ministro das relações exteriores da Bolívia.
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