|
A prática é denominada de cyberbullying e considerada crime pelas leis brasileiras
O bullying, termo que denomina uma ação de violência física, psicológica e humilhação contra uma pessoa, ganhou força através dos avanços dos meios de tecnologias da informação, partindo para a internet. A nova prática passou a ser denominada de cyberbullying e se infiltrou nas redes sociais para ridicularizar os outros perante a sociedade virtual.
A prática reúne ações de discriminação não identificadas. O agressor, muitas vezes, escondido atrás de um apelido, demonstra sua raiva enviando mensagens ofensivas a outras pessoas. Em muitos casos, ele altera o perfil das vítimas, exibe fotos comprometedoras e incentiva terceiros a reforçarem o ataque. A única intenção é a humilhação da vítima e intimidação daquele que é considerado mais fraco ou diferente.
Já é comum encontrar pessoas que entraram em estado depressivo após sofrerem, por meio de mensagens eletrônicas, discriminação e diversas ofensas. A psicóloga Sandra Rodrigues explica que o autor do bullying ou cyberbullying tem necessidade de se sentir mais forte, mais popular, por isso necessita derrubar alguém para esconder suas próprias fraquezas. “Na maioria dos casos, o agressor também já foi humilhado um dia e procura descarregar suas próprias frustrações em alguém que julga ser mais frágil”, analisa.
Foi só uma brincadeira
Uma das características do cyberbullying é a suposta vantagem que o autor possui pelo anonimato que a internet pode oferecer, além do fato de alegar, ao ser descoberto, que se trata apenas de uma brincadeira. Outro ponto que favorece essa prática é a velocidade com que os insultos virtuais se espalham, quase que instantaneamente, atingindo todas as pessoas que conhecem a vítima.
Principais redes de relacionamentos acessadas no país, o Orkut e o Facebook estão sendo utilizadas para expor pessoas de forma vexatória. A estudante Laís Vidal, 18 anos, já foi vítima de bullying pela rede. “Sempre fui muito magra e alta para a minha idade, por isso algumas meninas ficavam me enviando mensagens humilhantes pela internet. Respondi algumas vezes, mas não adiantou. Elas continuavam colocando apelidos maldosos”, conta.
A psicóloga Sandra Rodrigues alerta que não se deve responder às provocações, pois essa atitude só irá gerar mais ofensas, criando um ciclo interminável, além de incentivar ainda mais as ações do agressor. “As vítimas não devem revidar às provocações, pois isso poderá aumentar a violência e as ações do agressor. O correto é pedir ajuda para alguém de confiança, que auxilie na atitude a ser tomada”, recomenda.
A legislação brasileira já regulou os crimes da internet e possibilita a quebra de sigilo de trafego da internet e o praticante de cyberbullying pode ser descoberto.
 |