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Mesmo após avanços, estudantes querem mais empenho da reitoria
Quem anda pelos corredores da Ufac, mesmo durante o dia, percebe a insegurança que muitos estudantes e servidores sentem. À noite, o medo aumenta e quem estuda ou trabalha na universidade não pode se descuidar.
Em maio deste ano, estudantes de vários cursos se reuniram em protesto à falta de segurança dentro do campus. As manifestações iniciaram após uma suposta tentativa de assalto próximo a uma parada de ônibus. Cerca de 100 estudantes se reuniram em frente à reitoria exigindo medidas para restringir outras tentativas de violência contra acadêmicos.
A estudante de nutrição Aline Guedes participou da manifestação e diz que quatro meses após os protestos pouca coisa mudou. “No inicio, víamos bastante vigilantes, agora voltou ao normal, a gente não vê quase ninguém passando. Faltam vigilantes e falta segurança”. A universitária se revela cautelosa e procura sempre sair acompanhada no final das aulas. “Saímos em grupos e esperamos ônibus próximo a entrada da universidade”, diz.
Para a estudante do curso de História noturno, Letícia Mendes, o problema maior é a falta de iluminação. Ela relata que ao sair da aula, por volta de 22h30, há poucas pessoas nas paradas de ônibus e a ausência de iluminação deixa os estudantes receosos. “Já melhorou muito, mas entre os blocos, nas praças e em algumas paradas de ônibus deixa a desejar. Não dá pra enxergar o perigo sem vê-lo”, conclui.
O professor Vicente Gil afirma que o número reduzido de funcionários da vigilância é com certeza um dos problemas enfrentados pela universidade. ”É evidente que há pouco vigilante e teria que ser tomado uma providência”. Ele conta ainda que nunca passou por situações de insegurança , porém sempre ouve comentários dos alunos a respeito do temor de sofrer algum tipo de violência.
Segundo a pró-reitoria de administração, medidas visando uma maior segurança vem sendo adotadas. O pró-reitor, Francisco Saraiva Farias, afirma que hoje existem quatro postos de vigilância e cerca de 80 câmeras instaladas dentro do campus. E promete que novas medidas serão tomadas até a segunda quinzena de novembro. “Estamos fechando contrato com uma empresa de segurança para aumentar o número de vigilantes que passarão a rondar pela universidade em motos, além da instalação de mais 38 câmeras e mais segurança nos estacionamentos”, conclui.
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