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Alunos de outros estados estimulam a participação da universidade no programa de mobilidade acadêmica e intercâmbio
O programa de mobilidade acadêmica entre as universidades federais existe desde 2004. O intercâmbio é realizado entre a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais Superiores (Andifes), as 56 universidades federais brasileiras e institutos federais de educação superior do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O objetivo principal é propiciar o intercâmbio dos estudantes entre as várias instituições, de modo a ampliar o conhecimento a respeito da realidade de outras regiões brasileiras.
Para os estudantes de Comunicação Social, da Universidade Federal do Acre (Ufac), o programa ainda é novidade. Veriana Ribeiro, do oitavo período, conta que tentou participar do programa há dois anos, com destino à Universidade Federal do Espirito Santo, contudo, na época, as informações que havia sobre a mobilidade por parte da instituição aqui no Acre eram poucas e ela não conseguiu efetivar sua inscrição dentro dos prazos exigidos.
Este semestre, pela primeira vez a Ufac foi destino de estudantes vindos de outras universidades por meio da mobilidade. Foram dois acadêmicos, um deles graduando em Química e originário da Universidade Federal de Minas Gerais, e o outro graduando em Comunicação Social/Jornalismo, vindo da Universidade Federal de Goiás. Este último, Tiago Gebrim, diz que conhecia o programa dentro de sua instituição pela ampla divulgação realizada pela pró-reitoria de graduação.
O estudante conta, também, que escolheu o Acre por ter curiosidade de conhecê-lo e por ser um estado da Amazônia, o objeto de estudo do seu trabalho de conclusão de curso. Tiago fala que aprendeu muito mais por meio do intercâmbio: “A mudança extrapola, e muito, os limites da universidade, a gente se insere em outra cultura, conhece muitas pessoas, muda nosso círculo social, entra em contato com os pratos regionais, as particularidades linguísticas, até mesmo sobre a política local eu já conheci.”
João Lucas Braña, acadêmico do quinto período de Comunicação Social na Ufac, pretende cursar o próximo semestre na Universidade Federal Goiás (UFG). Ele diz que conheceu o projeto esse anos. “É preciso sair do seu referencial para que possamos realizar um julgamento correto da realidade social em que a gente vive. Além de conhecer outros professores e ver como a Comunicação é ensinada em outra universidade, eu acredito que viver durante seis meses em outra capital tão distante vai me propiciar a possibilidade de enxergar a vida em Rio Branco de uma forma mais crítica”.
Passo a passo
Para participar da mobilidade acadêmica o estudante precisa atender a alguns requisitos: ter concluído, sem nenhuma reprovação, o primeiro e segundo períodos. Atendendo a estas exigências, o acadêmico deve entrar em contato com a universidade pretendida e obter a grade curricular e ementa das disciplinas, para que possa ser feita uma equivalência entre as disciplinas que serão cursadas fora e as da instituição de origem.
Feito isso, a grade deve ser montada junto ao coordenador de curso, que encaminhará o pedido e a carta de motivação do estudante à direção do centro universitário e esta encaminha à pró-reitoria responsável. É preciso estar atento, pois o prazo para receber os pedidos varia de instituição para instituição. Anualmente, o Banco Santander sorteia bolsas para estudantes participantes de mobilidade, incentivando que cada vez mais alunos participem deste programa.
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