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Em busca de economia, milhares de pessoas visitam a Zona Franca de Cobija
Dezembro é mês de festas, confraternizações e muitos presentes. Com a lista grande e pouco dinheiro é comum alguns brasileiros recorrerem às compras em zonas francas, como no Paraguai e Bolívia. No Acre, a proximidade com a cidade de Cobija (zona franca-Bolívia) atrai muitos brasileiros para a região, com seus preços baixos e variedade de produtos.
A economia da região, onde ficam as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, do lado brasileiro e Cobija do lado boliviano, é baseada no comércio. Os comerciantes dos dois lados da fronteira faturam e, consequentemente, gastam mais no final do ano, fazendo girar a economia. O taxista boliviano, Santos Argana, diz que o movimento de estrangeiros em Cobija, nesta época, contribui para passar bem o Natal e garantir o presente dos filhos.
Taxistas, donos de hotéis e restaurantes brasileiros também ganham com o grande movimento de visitantes. O consumo aumenta e os lucros deixam os comerciantes com mais motivos para festejar.
A funcionária pública Sandra Almeida participa todo ano de excursões de compras na Bolívia. Preocupada com o sobe-desce do dólar americano, resolveu antecipar a viagem para garantir os presentes de toda família. “O preço baixo ajuda a economizar e posso comprar muito mais coisas com menos dinheiro. E nesse ano, comprei tudo mais cedo pra fugir da correria das compras de Natal e poder ficar despreocupada”, afirma.
Compras sem dor de cabeça
Produtos com defeito e de qualidade inferior ao prometido pelo vendedor, podem ser difíceis de trocar depois. Por isso, testar os equipamentos antes da compra e comparar preços, marcas e qualidade evitam problemas futuros.
Os cuidados durante as compras vão além das possíveis falhas dos produtos. É preciso lembrar que mercadorias adquiridas na Bolívia são consideradas importações, por isso, devem atender a alguns quesitos para entrar no Brasil sem ferir as leis que regulam este tipo de mercado.
Para evitar problemas é importante estar atento ao valor dos produtos comprados. O inspetor chefe da Receita Federal em Brasiléia, Hamilton Rocha Júnior, alerta que as pessoas podem comprar além do limite estabelecido de 300 dólares, mas precisam pagar o imposto de importação sobre o excedente. “O imposto de 50% sobre o valor excedente assegura ao comprador o direito sobre o produto, mas se for pego na fiscalização com mercadoria sem registro perderá tudo”. O inspetor declara ainda que o posto da Receita Federal não é só pra registrar as mercadorias, mas também para responder às dúvidas antes das compras.
Informações importantes:
1 - O limite de isenção de imposto é de $300,00 para as compras realizadas no exterior;
2 - As compras acima do limite também deverão ser registradas na Receita Federal, onde será pago o imposto de importação. O imposto cobrado é de 50% sobre o valor excedente da compra;
3 - Além da cota do valor, existem as quantitativas:
- Quando não exceder o valor de $5,00, podem ser adquiridos até 20 produtos, sendo no máximo de 10 produtos idênticos;
- Quanto aos itens acima de $5,00, cada pessoa pode comprar até 10 produtos, com no máximo 3 produtos idênticos;
4 - Ao comprar equipamentos para carros o cuidado deve ser redobrado. Rádios e dvd’s, por exemplo, são considerados acessórios e podem ser adquiridos. Já peças como volante, rodas e pneus entram em outra categoria como produtos de importação comum e necessitam de autorização especifica de outros órgãos;
5 - Controlar gastos pelo que efetivamente pagou e não pelo valor das notas das lojas. Produtos com características de valoração podem ser apreendidos;
6 - Equipamentos como máquinas de churros, churrasqueira industrial, que tenham destinação comercial (produção e venda de produtos), também são proibidos;
7 - As compras devem ser realizadas com um intervalo mínimo de 30 dias.
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