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Os projetos da Incubadora da Ufac têm a finalidade de promover ensino, pesquisa e extensão universitária
A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Universidade Federal do Acre, é um programa de extensão do curso de Economia. A ITCP foi criada em 2006 e tem como missão, apoiar a criação e desenvolvimento de cooperativas populares em comunidades carentes do estado do Acre.
Originando-se por meio do movimento nacional de formação de Incubadoras Universitárias de Cooperativas Populares, desde sua fundação a ITCP-Ufac, integra a Rede Nacional de Universidade - Unitrabalho.
A Incubadora da Ufac atua na identificação, apoio e fortalecimento de empreendimentos solidários através de cursos, treinamentos e acompanhamento das atividades das cooperativas incubadas. A ITCP-Ufac se localiza no campus universitário, próximo a biblioteca.
Pesquisa e extensão
Para o desenvolvimento das ações dos projetos a ITCP-Ufac conta com uma equipe multidisciplinar atuando nas ações do projeto de acordo com sua formação. Atualmente conta com quatro bolsistas de economia, três de agronomia e um de filosofia, além de dois técnicos. A incubadora da Ufac é coordenada por Carlos Franco.
Segundo o professor, todas as atividades da ITCP-Ufac são voltadas para extensão, e tem ajudado a preencher uma lacuna no que se refere à aplicabilidade pelos acadêmicos das teorias aprendidas em sala de aula, além de possibilitar ao acadêmico ter noção das possibilidades de mercado de trabalho.
Uma das maiores dificuldades da ITCP-Ufac são recursos financeiros, por isso, as ações são financiadas por meio de submissão de projetos a editais. “As atividades da incubadora dependem de financiamento externo, via projetos que aprovamos a universidade não tem recursos para extensão, então estamos sempre buscando recursos”, esclarece o coordenador da Incubadora da universidade.
Projetos Realizados
A ITCP-Ufac já apoiou cerca de dezesseis empreendimentos. O projeto Catar é um deles e consiste em organização de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis de Rio Branco, que recebeu capacitação em autogestão e cooperativismo. Os encauxados da Amazônia foi outro empreendimento beneficiando, com a elaboração do plano de negócios para os produtos da cooperativa situada no Pólo Pró-bio.
Outro projeto que está em fase de conclusão é o mapeamento dos empreendimentos solidários dos estados do Acre e Rondônia. “Visitamos e mapeamos todos os municípios. Como produto final será publicado uma cartilha, consolidando todos os dados do mapeamento, nos estados do Acre e Rondônia”, disse a coordenadora do mapeamento, Antônia Dinar.
As informações levantadas irão alimentar o banco de dados da Secretaria Nacional de Economia Solitária. “O mapeamento determina as principais características da economia solidária nos estados, sendo a principal referencia para o governo federal”, conclui Dinar.
Empreendimento solidário
O empreendimento para ser considerado de economia solidária deve apresentar algumas características. As principais são: organização coletiva (associações, cooperativas, empresas autogestionárias, grupos de produção), suprafamiliares.
As pessoas envolvidas no trabalham são proprietários/as ou co-proprietários/as, exercendo a gestão coletiva das atividades e da alocação dos seus resultados.
São organizações permanentes, que realizam atividades econômicas de produção de bens, de prestação de serviços e de comercialização. Podendo apresentar diferentes graus ou níveis.
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