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Falta de fiscalização no trânsito põe em risco alunos e funcionários da instituição de ensino
Alunos e funcionários da escola Darcy Vargas, situada na avenida Dias Martins, distrito industrial de Rio Branco, reclamam da falta de fiscalização dos motoristas imprudentes que não respeitam a sinalização em frente a escola.
Segundo o diretor da escola Álvares Santiago, o local precisa de fiscalização. “Temos observado um tratamento diferenciado. Sempre passo em frente as escolas particulares e tem sempre dois, três agentes de trânsito. Isso não quer dizer que esses alunos não precisam, mas há um descaso com as escolas públicas”, diz.
Pai de uma das crianças que estuda na escola, Roberto Braga, diz que é muita falta de consideração não respeitar a sinalização. “Mesmo quando as crianças estão na faixa de pedestres alguns motoristas não param”, conta. A dona de casa Roseli Silva, que também tem uma filha na escola, afirma se sentir obrigada a deixá-la na porta da escola todos os dias, para tentar evitar algum acidente.
O diretor da escola diz que já tomou providências sobre o caso, mas a solução depende do Detran. “Já fiz vários ofícios ao Detran, mas até agora não fizeram nada. Espero que não aconteça mais uma morte, como aconteceu com um vigia da escola que morreu atropelado e nada foi feito”.
Maria Olímpia, funcionária da escola Darcy Vargas, salienta que os motoristas não respeitam as leis. “O sinal estava fechado para os carros e uma motorista avançou. Por isso, na hora da travessia, eu ajudo as crianças e aponto para a faixa para ver se os motoristas param”, ressalta.
A professora Daniela Quécia revela que há um descaso com as crianças. “Uma mãe quase foi atropelada na faixa de travessia. Não dispomos de segurança aqui. A menos de trinta metros em uma empresa particular onde estuda adulto tem um radar, porque o radar não está onde estuda crianças de quatro e cinco anos. A insegurança afeta os alunos, eu mesma vi um ônibus avançando o sinal”, questiona.
Educação no trânsito
A gerente de educação de trânsito Kelley Pinheiro fala do trabalho educacional para motoristas e afirma que são feitas as fiscalizações na região, mas diz que os agentes não podem permanecer sempre em um único local, pois tem outros locais que precisam fiscalizar também. “Tentamos educar tanto o condutor quanto o pedestre, vemos se tem um grande fluxo e fazemos um trabalho por um determinado período, mas são muitas escolas que precisam do nosso auxílio e não podemos atender exclusivamente determinada escola e faixa de pedestre”, argumenta.
Como medida preventiva a gerente de educação diz que será feito um trabalho de formação com os próprios funcionários da escola para que eles mesmos estejam aptos a auxiliar os alunos. “Vai acontecer o projeto educador de trânsito na escola, vamos preparar uma pessoa da escola ou da comunidade com aulas teóricas e práticas para que se torne educador, vai ser dado todo material e apoio. Cada um desses educadores vai ficar cuidando da faixa de sua escola e isso vai facilitar o trabalho”, afirma a gerente.
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